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Atualizado em: 22-11-2017



 

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Açores 10-11-2017

Cagarros alimentados por micro plásticos devido a poluição


Estudos realizados nos Açores sobre os impactos do lixo marinho revelam que os cagarros têm sido alimentados nos ninhos com micro plásticos.

Os primeiros resultados de trabalhos realizados pelo IMAR, no âmbito dos projetos AZORLIT e LIXAZ, têm vindo a revelar os impactos negativos que a poluição tem tido nos animais. A situação agudiza-se nos Açores já que estão próximos da maior zona de acumulação de lixo marinho no Atlântico.

Segundo a bióloga Carla Dâmaso, em declarações ao Açoriano Oriental, a propósito de mais uma campanha “Limpa (a) fundo”, a decorrer no dia 18 no porto da Horta, ilha do Faial, foram analisados no âmbito daqueles projetos, os estômagos de cagarros mortos recolhidos durante a campanha ‘SOS Cagarro 2016’ e cerca de 90% tinham micro plásticos no estômago. “Estamos a falar de aves que saíram pela primeira vez do ninho, por isso foram alimentadas pelos pais com micro plásticos”, frisa a bióloga.

O próprio eurodeputado açoriano Serrão Santos sublinhou durante a conferência-debate “Marine Plastics Need European Action”, que decorreu no Parlamento Europeu, a importância do projeto LIXAZ devido à posição geográfica da região e às suas vulnerabilidade, uma vez que os Açores ficam muito próximos da maior zona de acumulação de lixo marinho no Atlântico”.

Foi mais além indicando que a nível mundial são produzidos “cerca de 300 milhões de toneladas de plásticos e fibras sintéticas por ano”, relembrando que estudos recentes “demonstraram que as redes de arrasto de plancton voltam com uma massa glutinosa de micro plásticos. Aparentemente, em algumas áreas, o plástico supera o zooplancton - a base de alimentos do oceano”.

Um facto é que, e apesar da campanha “Limpa (a) fundo” estar circunscrita ao pequeno porto Horta, já foram recolhidas, entre 2007 e 2016, 11 toneladas de lixo numa área aproximada de 200m2.

Desde 2013 e após a triagem, o lixo recolhido é enviado para reciclagem. Uma ação que envolve anualmente mais de 150 voluntários, entre escafandristas, apneistas, apoio no mar e pessoal em terra.

Questionada sobre o alargamento desta campanha, organizada pelo Observatório do Mar dos Açores e Associação de Produtores de Espécies Demersais a outras ilhas, Carla Dâmaso justifica com a “logística” que o evento acarreta.
Inserida no Dia Nacional do Mar, que se assinala a 16 de novembro, a campanha conta com a colaboração de várias entidades públicas e privadas.

Autor: Ana Paula Fonseca, Açoriano Oriental

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