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Pico 12-01-2018

Mais de 15 mil subidas ao Pico em 2017, aumento de 26% face a 2016


A montanha do Pico, nos Açores, registou em 2017 um total de 15.510 subidas, um aumento de cerca de 26% comparativamente com 2016 nas escaladas ao ponto mais alto de Portugal, adiantou hoje o governo açoriano.

“Em 2017 foram registadas 15.510 subidas, o que representa um aumento de cerca de 26% comparativamente aos 12.317 registos efetuados em 2016 na escalada à montanha, em que se inclui também a subida ao Piquinho (70 metros acima da cratera)”, afirmou hoje o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge, à agência Lusa.

Segundo o governante, no ano passado cerca de 13.000 pessoas escalaram o Piquinho, o que representa cerca de 90% do total das subidas à montanha, situada no grupo central do arquipélago açoriano.

O diretor regional do Ambiente sublinhou o aumento que se tem vindo a verificar de ano para ano nas escaladas ao ponto mais alto de Portugal (2.351 metros de altitude), o que se deve a uma maior procura por esta atividade e "às condições de segurança que são garantidas pelo serviço prestado na Casa da Montanha e ainda pela existência de um sistema de monitorização por GPS disponibilizado aos visitantes".

O diretor regional do Ambiente lembrou que desde janeiro de 2016 a Casa da Montanha, ponto de paragem obrigatório para quem quer subir a montanha, está aberta diariamente, o que permite um sistema de controlo bastante efetivo das subidas.

A Casa da Montanha, a 1.200 metros de altitude, disponibiliza informação sobre a geologia, biologia, história e clima em painéis informativos ou em formato de vídeo que pode ser visualizado no auditório.

“Os números hoje são o reflexo real da subida à montanha e regista-se um aumento nas escaladas. Há claramente uma procura substancialmente crescente por aquele serviço, o que resulta em muito de uma oferta de qualidade que é prestada pelos operadores e pelos guias de montanha que prestam serviço de grande qualidade”, destacou.

Hernâni Jorge referiu que esta reserva natural da montanha é um dos principais atrativos da região e em concreto da ilha do Pico. Cerca de 50% das subidas se concentram nos meses de julho e agosto, com a maioria de visitantes nacionais, seguindo-se os turistas alemães e franceses.

O diretor regional do Ambiente adiantou ainda que está a ser avaliada a introdução de mais algumas limitações, designadamente no que se refere ao limite máximo de acessos diários à montanha e no número de pernoitas na cratera, na sequência de uma reunião com operadores e empresas de animação turística que fazem visitas e com os guias, o que foi também avaliado no contexto do Parque Natural do Pico.

“Há um limite máximo da presença de 30 pessoas em simultâneo no Piquinho e futuramente estão a ser ponderadas mais algumas limitações, designadamente um limite máximo de acessos diários e limitação no número de pernoitas na cratera”, explicou.

Segundo o endereço eletrónico http://servicos-sraa.azores.gov.pt/gamp, que disponibiliza informação sobre a montanha do Pico, a duração média da subida é de cerca de três a quatro horas.

A descida também tem uma duração média de três a quatro horas, sendo muito comuns incidentes a ver com os músculos ou articulações tanto nos joelhos como nos pés.

A montanha do Pico é um vulcão com 2.351 metros de altitude.

O seu trilho inicia-se na Casa da Montanha, a cerca de 1.200 metros de altitude, e termina no topo da montanha. O percurso tem cerca de 3,8 quilómetros e um desnível de 1150 metros.

Autor: APE // ROC Lusa/fim

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