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Tratamento

 

O Modelo de Tratamento Integrado, assente numa abordagem biopsicossocial constitui o principal eixo da abordagem multidisciplinar dos comportamentos aditivos e dependências, em que os diferentes recursos terapêuticos se integram e articulam em momentos simultâneos ou sucessivos de acordo com o diagnóstico, as necessidades e capacidades do utente e da família ou envolventes e o seu prognóstico. (SICAD,2018)

O tratamento pode decorrer em diferentes tipos de enquadramentos e estruturas (ambulatório, internamentos, centros de dia), recorrer a diferentes formas de intervenção e ter uma duração variável; sendo uma doença crónica e sujeita a recaídas, as perturbações aditivas requerem frequentemente um processo de tratamento a longo prazo envolvendo múltiplas valências e exigindo acompanhamento regular. Dentro deste contexto as recaídas terão de ser entendidas, em termos de planificação do tratamento, como momentos críticos que sinalizam a necessidade de reajustamento da estratégia terapêutica às necessidades presentes do doente, em termos de valências a mobilizar e/ou intensidade e frequência da intervenção (SICAD, 2018).

Existem duas modalidades de tratamento, o tratamento em regime de internamento e o tratamento em regime ambulatório.

Tratamento em Regime de Internamento:

Unidades de Desabituação

São unidades de internamentos programados de curta duração (7 a 10 dias, podendo ir até 20 dias em situações de comorbilidade), onde através de uma abordagem psicofarmacológica, de apoio psicoterapêutico e educação para a saúde, se promove o tratamento da síndrome de privação em utentes que não dispõem de condições individuais ou sociais para o fazer em regime ambulatório. Nestas unidades, faz-se ainda a estabilização / ajuste da dose /transferência / descontinuação de programas de tratamento com agonista opiáceos, bem como o tratamento e estabilização de comorbilidade psiquiátrica e médica ligeira.

Na RAA este tipo de internamento é efetuado pela Casa de Saúde de S. Miguel e pela Casa de Saúde de S. Rafael na Ilha Terceira.

Comunidades Terapêuticas

São Unidades Especializadas de Tratamento Residencial de longa duração (habitualmente com a duração de 3 a 12 meses), em regime de internamento, onde através de apoio psicoterapêutico e socio terapêutico se procura ajudar à reorganização do mundo interno dos utentes, e a perspetivar o seu futuro. As Comunidades Terapêuticas são assim espaços residenciais, destinados a promover a reabilitação biopsicossocial do utente, mediante um programa terapêutico articulado em diferentes fases, sendo que a dinâmica comunitária as distingue das restantes abordagens de tratamento. Estes dispositivos terapêuticos operam com uma equipa multidisciplinar, sob supervisão psiquiátrica. (Sicad,2018)

Visando responder de forma mais adequada aos problemas característicos de grupos de utentes mais vulneráveis, no âmbito do Tratamento em Comunidade Terapêutica estão previstos Programas Específicos que procuram responder de forma mais abrangente às suas necessidades, quer a nível terapêutico quer de reabilitação social: Jovens, Grávidas, Dependentes de Álcool, Utentes com Doença Mental Grave Concomitante, Utentes de Evolução Prolongada (SICAD,2018)

A RAA não tem Comunidades Terapêuticas, pelo que todos os anos, por despacho de Sexa, o Sres, são realizadas convenções ao abrigo do despacho 16938/2013 com comunidades terapêuticas no continente. Em 2019, foram convencionadas as seguintes estruturas: Comunidade Vida e Paz, IPSS; Fundação para o Estudo, Prevenção e Tratamento da Toxicodependência – A Barragem; ART – Associação de Respostas Terapêuticas; Sempre a Crescer – Cooperativa de Solidariedade Social, CRL; Clinica do Outeiro; Casas de Santiago – Entre Pontes, Lda; ERA – Empatia, Recuperação e Apoio, Lda; Associação Dianova Portugal – Intervenção em Toxicodependências e Desenvolvimento Social; Associação Viagem de Volta, Desafio Jovem e Cleanic.

Unidades de Alcoologia

São unidades especializados no tratamento de perturbações relacionadas com o álcool, a quem compete prestar cuidados mais diferenciados e integrados, a utentes com problemas de consumo nocivo e de dependência do álcool, moderada a grave. (Sicad,2018).

Na RAA este tipo de internamento é efetuado pela Casa de Saúde de S. Miguel e pela Casa de Saúde de S. Rafael na Ilha Terceira.

Tratamento em Regime Ambulatório:

Na RAA dos Açores o tratamento em ambulatório é efetuado nas Unidades de Saúde de Ilha pelas equipas de intervenção em comportamentos aditivos e nas dependencias e por IPSS. Na ilha de S. Miguel, este tipo de tratamento é realizado pela Associação Arrisca e Associação Alternativa. Na ilha do Faial, é efetuado pelo Centro de Aditologia da Horta, valência integrada no Hospital da Horta.

Consultas de Psicologia

São consultas destinadas a apoiar a pessoa com comportamentos aditivos e dependência numa fase inicial ou ao longo do seu processo de tratamento. O psicólogo e o utente avaliam aspetos concretos relacionados com a superação de obstáculos/conflitos ao nível das várias dimensões da sua vida, afetadas pela problemática vivida, e estabelecem propostas de mudança.

Consulta de Enfermagem

A consulta de Enfermagem tem como objetivo facilitar os processos de transição do utente ao longo do tratamento, ajudando-a a enfrentar as dificuldades com que se depara no momento, qualquer que seja o seu estado de saúde/doença e procurando que as experiências vividas neste processo sejam promotoras de saúde e bem-estar.

Programa de tratamento com antagonista de opiáceos

Este programa está indicado para heroinodependentes que estejam abstinentes de consumos que revelem um nível de organização pessoal e dispondo de apoio familiar. O programa visa a abstinência do consumo de heroína e consiste na prescrição de um medicamento bloqueador dos recetores opiáceos com tempo de atuação prolongado, que em caso de consumo de heroína, impede o utente de sentir o seu efeito. Visa-se a prevenção da recaída, nomeadamente a que poderá ocorrer por impulso.

Programa de tratamento com agonistas opiáceos

Indicado para heroinodependentes, trata-se de um tratamento de manutenção com medicamentos opioide de efeito agonista que, administrados em dose adequada, impedem o sofrimento físico provocado pela abstinência e a necessidade física de a consumir, ao mesmo tempo que reduzem o "craving" (desejo intenso de consumir heroína). A prescrição deste programa não deve ser colocada como primeira resposta terapêutica, a não ser quando existam indicações para que a manutenção opioide seja o tratamento de primeira linha, quando o quadro clinico global constitui uma indicação clinica para tal (ex: como o caso de cloridrato de metadona para mulheres grávidas). Fora desse âmbito, estes programas devem ser propostos quando outros métodos terapêuticos não se revelaram eficazes para ajudar o doente. Para a concretização dos objetivos deste Programa Terapêutico deve ser elaborado um "Contrato Terapêutico" com regras e com uma duração determinada. No final do

Centros de Dia

Os Centros de Dia são estruturas de apoio ao tratamento e à reinserção, essenciais em determinadas fases do projeto terapêutico, que visam a ressocialização, o desenvolvimento pessoal, a aquisição e o treino de competências sociais, com vista à reinserção social dos indivíduos. Os Centros de Dia são indicados essencialmente para utentes dependentes de substâncias lícitas ou ilícitas em fase de abstinência, com suporte familiar insuficiente ou inexistente, ainda sem projeto de reinserção social e, portanto, utentes bastante vulneráveis do ponto de vista emocional. Disponibilizam ao utente atividades terapêuticas, educativas, formativas e ocupacionais.

 

 
 
 
 


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