Páginal inicial
8. Cuidados de Saúde no Internamento
Índice Listas Siglas 1. Introdução 2. Orientações 3. Cenários 4. Comando 5. Informação 6. Saúde Pública 7. Ambulatório 8. Internamento 9. Laboratório 10. Medicamentos 11. Comunicação Anexo A Anexo B
Plano de Contingencia dos Açores para a Pandemia da Gripe
   

8.1. Condições de internamento

Durante o período de alerta pandémico (fases 3, 4 e 5) e no início do período pandémico (fase 6), o caso possível validado pela LSP deve ser imediatamente internado nos Hospitais de referência e centros de saúde com internamento, em condições de isolamento respiratório, num quarto com pressão negativa, se disponível, ou num quarto individual com instalações sanitárias privativas de acordo com as normas internas de controlo da infecção.

O médico responsável pelo internamento, após a primeira avaliação clínica, deve preencher a Declaração de Internamento (Anexo 2 da Orientação Técnica DGS/GAH 3 (DRS/GRIPE 3) e enviar imediatamente uma cópia, por fax ou e-mail, à Autoridade de Saúde do Concelho da área de residência do doente e à DRS.

Durante o internamento, os profissionais de saúde que prestem cuidados ao doente ou que efectuem a colheita de amostras de produtos biológicos, devem usar o equipamento de protecção individual recomendado na Orientação Técnica DGS/GAH 4 (DRS/GRIPE 4). Os Hospitais realizam colheita de amostras biológicas para diagnóstico laboratorial da infecção por vírus Influenza A(H5N1) apenas aos doentes que, ainda, não a tenham efectuado. Após a colheita, as amostras de produtos biológicos devem ser enviadas para o laboratório de referência da gripe da área de influência assistencial, acompanhadas do Anexo 2 da Orientação Técnica DGS/GAH3 (DRS/GRIPE 3) e, se possível, com cadeia de custódia. Estes produtos biológicos de infecciosidade e patogenia elevadas devem ser colhidos, acondicionados e transportados segundo as normas de segurança constantes na Orientação Técnica DGS/GAH 5 (DRS/GRIPE 5). Tendo em consideração o risco elevado associado à manipulação de amostras do tracto respiratório potencialmente infectantes, os exames laboratoriais devem ser limitados ao número de testes estritamente necessários. Logo após o internamento, o doente deve iniciar tratamento antiviral, de acordo com as recomendações constantes na Orientação Técnica DGS/GAH 7 (DRS/GRIPE 7).

8.2. Actividades a desenvolver no internamento

De entre as actividades a desenvolver, no âmbito do internamento, destacam-se as seguintes:

  • Constituir uma Comissão de Instituição nas Unidades de Saúde de Ilha, Hospitais e Centros de Saúde, a nomear pelos respectivos conselhos de administração, a qual deverá incluir responsáveis das áreas-chave, sempre que as houver:
    • Direcção Clínica
    • Acreditação
    • Gestão de Risco
    • Representante Médico (de preferência da área de Pneumologia)
    • Representante de Enfermagem
    • Comissão de Controlo de Infecção
    • Serviço de Saúde Ocupacional
    • Serviço de Urgência/Serviço de Atendimento Permanente
    • Infecciologia
    • Pediatria
    • Patologia Clínica
    • Laboratórios Regionais Hospitalares da Rede Laboratorial Nacional para o Diagnóstico de
    • Gripe
    • Radiologia
    • Cinesiterapia Respiratória
    • Serviço Social
    • Jurista
    • Recursos Humanos
    • Instalações e Equipamentos
    • Farmácia
    • Informática
    • Psicologia
    • Engenharia
    • Segurança
  • Preparar os serviços de internamento (Hospitais e Centros de Saúde) para a observação e internamento de casos de gripe (sazonal) ou casos possíveis validados no período de alerta pandémico (fases 3, 4 e 5) e no início do período pandémico (fase 6);
  • Adaptar as listas de verificação (Anexo B) ao plano de internamento, de acordo com a Orientação Técnica DGS/GAH 3 (DRS/GRIPE 3);
  • Caracterizar os serviços de internamento e avaliar a sua capacidade de resposta;
  • Quantificar e caracterizar a capacidade instalada (número de camas) de internamento: i. quartos com pressão negativa, ii. internamento em suporte avançado de vida, iii. isolamento em Unidades de Cuidados Intensivos, iv. quartos de isolamento com possibilidade de prestação de cuidados intensivos;
  • Avaliar a autonomia da instituição para suprimento das necessidades básicas;
  • Calcular as necessidades de internamento na área de influência dos Hospitais de referência, de acordo com os cenários disponíveis (Anexo A);
  • Definir orientações para os doentes com necessidades de internamento;
  • Promover o rigoroso cumprimento de todas as medidas de controlo de infecção;
  • Promover a adequação dos recursos humanos e materiais às necessidades de internamento;
  • Estabelecer programas de formação para os profissionais;
  • Promover a participação no SIACP-G.
© Direcção Regional da Saúde 2008 Voltar ao topo