Ponta Delgada
Dia 30 de Julho de 2009
Sra. Directora Regional da Saúde
Sr. Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Ponta Delgada
Sr. Dr. Walter Adrahi, médico consultor de saúde pública
Sr. Dr. Alberto Rosa, médico consultor de medicina interna
Caros profissionais de saúde
É com muito gosto que presido à sessão de abertura da apresentação do anteprojecto do Plano Regional de Saúde 2009-2012.
A qualidade dos recursos humanos, tanto na área da saúde pública, como em outras fundamentais aos programas específicos, é hoje uma realidade no Serviço Regional de Saúde.
A prova disso está no rigor do documento que hoje Vos será formalmente apresentado, mas que se encontra em consulta pública desde o dia 16 de Julho.
A elaboração do anteprojecto de PRS 2009-2012, aprovado em conselho de governo, foi da responsabilidade da Direcção Regional de Saúde.
A forma pró-activa e empenhada como aceitaram a tarefa de elaborar este plano no tempo record de 6 meses não pode deixar de ser enaltecida. Reconheço assim em nome do Governo Regional o trabalho dos técnicos da DRS, aqui representados e liderados pela Directora Regional de Saúde – Dra. Sofia Duarte.
Mas não teria sido possível concebê-lo sem a cooperação dos profissionais de saúde que desde o primeiro contacto se mostraram disponíveis para colaborar.
Refiro-me em primeira instância à colaboração permanente do Dr. Luís Brito de Azevedo e do Dr. Alberto Rosa, aqui presente.
Igualmente na elaboração dos programas específicos:
No das doenças cardiovasculares: Dr. Dinis Martins, Dra. Leonor Bettencourt e Dra. Rute Couto.
No das doenças oncológicas: Dr. Walter Adrahi, Dr. Jácome Armas, Dra. Eva Garcia, Dra. Paula Bettencourt, Dr. Gonçalo Forjaz e Dr. Eduardo Rosa.
No das doenças respiratórias: Dr. Dias Pereira, Dr. Carlos Pavão, Dr. Ângelo Andrade e Dra. Olga Freitas.
No da diabetes e luta contra a obesidade: Dr. Rui César e Dra. Rita Carvalho.
A colaboração activa destes profissionais de saúde na concepção dos programas específicos foi fundamental para que o prazo ambicioso de 6 meses fosse cumprido.
O conhecimento científico que radica no mérito da sua experiência clínica nas doenças que mais afectam os Açorianos foi essencial para garantir tanto a qualidade como o alcance do Plano Regional de Saúde 2009-2012.
Este é um documento em que se definem as necessidades actuais dos Açorianos, se estabelecem metas, prioridades através de programas específicos de saúde pública e se organizam os serviços existentes com vista à melhor resposta ao cidadão.
A centralidade do Cidadão está presente desde a primeira linha deste documento. Está também no modelo de consulta pública escolhido pelo Governo Regional.
Deste modo, não só os parceiros sociais, mas também os cidadãos, os beneficiários directos de qualquer política, podem e devem pronunciar-se sobre as opções que serão tomadas.
Relativamente ao diagnóstico da situação é impossível contornar a evidência de que estamos melhor hoje em saúde nos Açores do que em 2002 e bem melhor do que em 1995, data do segundo plano de saúde na Região. A evolução da maioria dos indicadores de mortalidade assim o demonstra.
Mas esta evolução não acontece por acaso, acontece sem dúvida em muitas situações pelo avanço da medicina, mas também acontece porque existem mais recursos, dão-se mais consultas, realizam-se mais cirurgias e realizam-se mais actos de diagnóstico e de terapêutica.
O planeamento em Saúde não pode alhear-se do necessário aumento da produtividade dos recursos existentes e no acesso e na partilha da informação.
É com esse propósito que no capítulo II se estabelecem as linhas de intervenção para a organização dos serviços.
Se por um lado pretendemos unidades de saúde mais eficientes, intérpretes de modelos de gestão mais flexíveis e empresariais, também pretendemos autoridades de saúde com maior acesso à informação disponível de modo a desempenharem com igual ou reforçada independência a defesa e vigilância da saúde pública.
Em qualquer dos casos o Sistema de informação da saúde – Açores Região Digital, a par da telemedicina e da formação, são, sem dúvida factores críticos de sucesso.
Vivemos hoje tempos em que a informação atempada é crucial para a tomada de medidas e acções que promovam o desenvolvimento.
Assim, mais do que no passado, o planeamento em saúde, de que este Plano é um instrumento, tem de ser periodicamente avaliado e adaptado às necessidades de saúde que os cidadãos apresentem a cada momento e em cada comunidade.
Resta-me agradecer a todos a vossa presença e desejar que esta apresentação suscite em todos vós a atenção e o interesse necessários ao planeamento da saúde nos Açores.