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Viana do Castelo , 19 de Novembro de 2007

Intervenção do secretário regional da Economia sobre construção de novos barcos para os Açores

Versão integral da intervenção do secretário regional da Economia, Duarte Ponte, numa conferência de imprensa, hoje em Viana de Castelo, sobre o processo de construção de novos barcos para as viagens de passageiros entre as ilhas:

 

“Antes de mais agradeço ao Estaleiro Naval de Viana de Castelo o convite feito para aqui testemunhar o assentamento de quilha da construção do navio de 97 metros da Atlanticoline, que ocorreu no passado dia 14 de Novembro e que por motivo de agenda, não me foi possível estar presente.

 

Trata-se de um marco importante na construção de qualquer navio.

 

Agradeço também o convite feito aos jornalistas dos Açores para estarem aqui presentes e poderem conhecer em pormenor o andamento desta construção.

 

O Estaleiro Naval de Viana de Castelo é um hoje uma empresa de sucesso. Tem neste momento uma enorme carteira de encomendas, provenientes de armadores nacionais e estrangeiros. Foi neste Estaleiro que a maioria dos navios da Transinsular e da Mutualista, que navegam nos Açores, foram construídos.

 

Numa altura que tanto se fala na economia do mar, é bom ver aqui em Viana de Castelo uma empresa que consegue vencer. Parabéns.

 

Como é do vosso conhecimento, a Atlanticoline lançou os concursos públicos internacionais para a construção dos dois navios em 24 de Abril de 2006. Após as diversas etapas próprias dos concursos, os contratos, devidamente visados pelo Tribunal de Contas, foram assinados em 21 de Setembro deste mesmo ano.

 

Os concursos foram lançados nessa altura porque só em Janeiro de 2007 entrava em vigor o novo Quadro Comunitário de Apoio e estes dois navios tinham de ter financiamento comunitário.

 

Como consta do nosso comunicado da conferência imprensa, realizada a 21 de Setembro de 2006, com a presença do anterior Presidente dos Estaleiros Navais de Viana de Castelo, este contrato refere a construção de:

 

- Um navio de 97 metros de comprimento fora a fora, com 4.6 metros de calado, com a capacidade de 750 passageiros e 140 viaturas e com uma velocidade de cruzeiro de 19 nós, ou seja velocidade máxima de 19 nós com a potência a 85%. Esta embarcação terá dois hélices azimutais, o que facilitará em muito a sua operacionalidade nos diversos portos dos Açores, uma propulsão diesel eléctrica e estabilizadores dinâmicos que permitirão atingir a classe conforto III para passageiros. Este navio terá dois hélices de proa com uma potência conjunta de 1200 KW;

 

- Um segundo navio de 60 metros de comprimento fora a fora, com 3.6 metros de calado e uma velocidade de cruzeiro de 17 nós ou seja velocidade máxima de 17 nós a 85% da potência. Este navio terá a capacidade de 394 passageiros e 32 viaturas. Este navio terá também duas hélices azimutais, uma propulsão diesel eléctrica, estabilizadores dinâmicos e dois hélices de proa com uma potência conjunta de 800 KW. Este navio terá também a Classe Conforto III.

 

Com o decorrer dos trabalhos foram feitas algumas alterações de pequena monta aos dois projectos. Estas alterações têm mais a ver com arranjos internos como aconteceu com o navio maior.

 

Assim, este navio terá 27 camarotes com a capacidade para cerca de 100 passageiros e camarotes para 38, elementos da tripulação.

 

No que diz respeito ao navio mais pequeno, dedicado preferencialmente às ligações do grupo central, como foi descrito pelo Senhor Presidente do Estaleiro Naval, verificou-se que, para cumprir as novas exigências em relação à estabilidade, era necessário aumentar a boca em cerca de 60 centímetros o que diminuía a velocidade de cruzeiro em cerca de um nó. Dado que nós não podíamos prescindir da velocidade de 17 nós, foi alterado o projecto do navio que passou a ter 70 metros de comprimento em vez dos 62 metros propostos na 1ª versão do Estaleiro. Tivemos de aumentar, também, a potência do navio como foi descrito pelo Senhor Presidente.

 

Este novo projecto já foi ensaiado em tanque e o estaleiro passará, agora, à fase de finalização das especialidades para depois avançar para o corte do aço, tal como ocorreu com o navio de 97 metros.

 

Quando a Atlanticoline ficou incumbida de gerir o transporte marítimo de passageiros, sabia de antemão que haveria a probabilidade destes dois navios não serem entregues antes do início da operação de 2008.

 

Na construção de um navio e na sua certificação posterior há sempre um conjunto vasto de imponderáveis, como vos explicou o Senhor Presidente dos Estaleiros Navais de Viana de Castelo. Por isso os contratos assinados com a Transmaçor para o aluguer do Ilha Azul, e com a “Helenic Seaways”, para o aluguer do SANTORINI, que foram visados pelo Tribunal de Contas, já previam a opção da utilização destes dois navios por mais um ano. Para o caso do SANTORINI teria de se exercer este direito de opção até 31 de Outubro e relativamente ao Ilha Azul, até 31 de Dezembro de 2007.

 

Pelos dados que temos neste momento, embora muita coisa já tenha sido feita no navio maior, há uma forte probabilidade de este navio não estar pronto para a operação de 2008, que, ainda por cima, este ano deve começar mais cedo, devido à data da Festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres.

 

Assim, neste contexto, a Atlanticoline já expressou a vontade de renovar o contrato de fretamento do SANTORINI com a “Helenic Seaways”.

 

Como sabem o “Ilha Azul” entrou em doca seca, aqui em Viana do Castelo, a semana passada. Até agora, estiveram a realizar trabalhos de manutenção dos motores e a cortar o aço. Tudo indica que os geradores e os motores não foram afectados em nada. Aliás, o navio estava em perfeitas condições mecânicas quando embateu no baixio fora do porto da Praia da Graciosa. É provável que esta reparação fique concluída antes do final do ano. Até lá, a Atlanticoline tomará a decisão de renovar ou não o contrato com a Transmaçor para o próximo ano.

Gostaria de dizer que em 2005 quando falámos nas necessidades para o transporte marítimo de passageiros dissemos que eram precisas 4 embarcações, duas que estão agora a ser construídas e que estarão, provavelmente, prontas no decorrer de 2008 e outras duas para substituir os cruzeiros que já têm mais de 20 anos.

 

Como sabem os Sistemas de Incentivos deste novo Quadro Comunitário de Apoio foram recentemente publicados. A parte que diz respeito ao apoio à construção de novas embarcações está na sua fase final de notificação a Bruxelas, nomeadamente o Subsistema designado por “Desenvolvimento Estratégico”.

 

 Este subsistema permite financiar a construção de novas embarcações, para substituição das existentes, concedendo um subsídio, a fundo perdido, de 45% e um empréstimo reembolsável de 25% do investimento total. A exigência é que as novas embarcações liguem pelo menos uma ilha da coesão às outras ilhas. A Transmaçor está certamente nestas condições.

 

Por outro lado, o Projecto de reordenamento do Porto da Madalena, orçado em cerca de 18 milhões de euros está em fase de análise em modelo reduzido no Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Como sabem, especialmente as pessoas que conhecem aquele porto, a solução final que adoptarmos para o contra-molhe tem uma influência determinante no tipo de embarcação que substituirá os cruzeiros. Pretendemos que estas novas embarcações permitam o transporte de passageiros e de viaturas, mas como sabem com a actual calema interna no porto da Madalena tal não é possível. Eis, pois, a razão porque não avançamos ainda para a substituição destas duas embarcações.

 

Como vêm as nossas promessas não estão esquecidas, estão a ser calendarizadas de acordo com uma sequência lógica que permitirá tomar as melhores opções, tendo em atenção as diversas condicionantes que influenciam o transporte marítimo de passageiros nos Açores.

 

Todos gostaríamos de andar um pouco mais depressa, certamente o Senhor Presidente do Estaleiro Naval de Viana de Castelo também. São investimentos elevados que têm uma vida útil de várias dezenas de anos e por isso o atraso de alguns meses, embora cause transtornos, é, no final, irrelevante.

 

O que vos posso dizer é que estamos empenhados que estes navios construídos em Viana do Castelo sejam um marco de qualidade no transporte marítimo de passageiros nos Açores”.

GaCS/AP/SRE
 
Anexos:  
2007.11.19-SRE-NovosBarcos.mp3   4923.JPG
 
     
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