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Ponta Delgada , 19 de Maio de 2017

Intervenção do Presidente do Governo

Texto integral da intervenção do Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, proferida hoje, em Ponta Delgada, na  inauguração da Feira Lar, Campo e Mar 2017:

 

“As minhas primeiras palavras são, naturalmente, para manifestar a minha satisfação por poder partilhar convosco este momento de inauguração da edição de 2017 da “Feira Lar, Campo e Mar”, evento que já se afirmou como uma das montras agregadoras e momento privilegiado de mostra da nossa economia.

 

Uma saudação também à organização e aos empresários aqui presentes e, por vosso intermédio, uma saudação a todas as empresas da Região e os seus trabalhadores que, com resiliência, ambição e determinação, contribuíram, nos últimos anos, para a retoma da nossa economia e para o processo de crescimento económico a que hoje assistimos nos Açores.

 

Durante os últimos anos em que os desafios foram muitos e o nosso esforço foi muito dirigido a criar e a pôr em funcionamento medidas específicas para os vencer, importa também hoje aqui reconhecê-lo, as empresas dos Açores souberam, na globalidade, aproveitar com eficácia e com eficiência, os apoios e incentivos públicos, o clima fiscal mais favorável e, com confiança, empreenderam, investiram e inovaram.

 

Uma confiança, aliás, justificada.

 

Também hoje, e aqui, é importante dizer que o Governo dos Açores considera, sem sombra de qualquer dúvida, que valeu e vale, assim, a pena o esforço adicional de afetação de meios financeiros a medidas de apoio que, mesmo no pico da conjuntura internacional adversa e do impacto das medidas nacionais de austeridade, foram implementadas na Região.

 

Vivemos hoje um período de nova esperança e confiança renovada na Região e no País.

 

O país apresenta resultados e indicadores em termos de finanças públicas, atividade económica e emprego que são reconhecidos por todos os analistas como extremamente positivos, superando as suas melhores expetativas.

 

Na verdade, nos Açores, os Açorianos conseguiram, nos mesmos períodos, e de acordo todos os mesmos indicadores de finanças públicas, atividade económica e emprego, resultados ainda melhores do que os obtidos no conjunto do país.

 

Ou seja, este facto permite-nos, ainda com mais confiança e esperança, aqui nos Açores, incorporar de forma acrescida o clima de dinamismo e retoma económica que se verifica, felizmente, em Portugal, a nossa economia de referência.

 

Se, no caso das finanças públicas, e tomando como referência o peso da dívida pública relativamente ao Produto Interno Bruto, o país apresenta, em 2016, um valor na ordem dos 130%, a verdade é que esse valor, nos Açores, de acordo com os mesmos dados, sendo de 40%, é de menos um terço do país. Relação semelhante existe, também, no caso do défice em relação PIB, sendo o dos Açores também expressivamente mais baixo do que o país.

 

Dito de outra forma, se é unânime o reconhecimento de que o nosso país alcançou, em 2016, o melhor saldo orçamental dos 42 anos de Democracia, a verdade impõe que se reconheça que, nos Açores, s nossos resultados continuam a ser melhores que o melhor resultado das finanças públicas nesse período.

 

Se, em termos de crescimento económico, se assiste a uma retoma económica no país, com um crescimento estimado do PIB em 2016, na ordem dos 1,4%, a verdade é que o crescimento económico nos Açores, estimado pela mesma entidade e para o mesmo período, é, dois por cento superior ao verificado no país, impondo-se também aqui – aliás, igualmente também em relação a 2015 – o reconhecimento que a economia açoriana está a crescer a um ritmo mais rápido que a do país.

 

Se, em termos de emprego, se regista um crescimento acentuado da criação de emprego no país, a verdade é que, de acordo com os mesmos dados, o crescimento do emprego e a redução do desemprego é, nos Açores, ainda mais acentuado.

 

Facto: hoje há mais cerca de 12.200 Açorianos empregados do que havia há apenas três anos.

 

Facto: hoje temos o maior número de Açorianos empregados dos últimos oito anos.

 

Facto: o resultado é que hoje temos uma taxa de desemprego que diminuiu para metade face àquela que se registava há apenas três anos, passando os Açores da região com a mais alta taxa de desemprego do país, para uma das regiões com a taxa mais baixa, inclusive abaixo da média nacional.

 

Estes resultados, temos bem a consciência disso, resultam de um esforço conjunto com as empresas e com os trabalhadores açorianos.

 

Um esforço que - é bom não esquecê-lo - só nos foi possível fazer devido à estabilidade orçamental e das contas públicas da Região, confirmadas por todas as entidades externas nacionais e europeias, que nos permite manter a estabilidade no investimento público e contribuir, simultaneamente, para a criação de riqueza, para o desenvolvimento sustentado e, em consequência, para uma ainda maior criação de mais e melhor emprego e redução ainda mais acentuada do desemprego.

 

Cumprindo a Agenda Açoriana para o Emprego e Competitividade Empresarial, de cuja eficácia alguns duvidaram no início, conseguimos atingir os objetivos estabelecidos e podemos agora, ainda com mais confiança, consolidar a retoma da atividade económica que vivemos.

 

Crescimento económico que se está ainda a acentuar mais neste ano, de acordo com os indicadores já conhecidos do primeiro trimestre, nomeadamente no aumento do consumo privado, do investimento e da produção de bens e serviços.

 

Em termos de consumo privado, o aumento de 3,7% dos levantamentos em Multibanco (superior aos 2,2% verificados no país) no primeiro trimestre deste ano, e de 12% da venda de produtos alimentares em abril demonstram um incremento do consumo privado determinante no crescimento da atividade económica regional.

 

Esta realidade é reforçada com a retoma do setor da construção civil, cujas licenças de construção aumentaram 14% no primeiro trimestre deste ano, e o consumo de cimento cresceu 27% no mesmo período.

 

A consolidação do crescimento do turismo é uma realidade que tem, sobremaneira, contribuído para este crescimento económico, tendo os proveitos do setor aumentado 19,6% no primeiro trimestre deste ano, enquanto o número de passageiros desembarcados no último mês voltou a crescer 34% face ao mesmo período do ano anterior.

 

O próprio setor primário, que apresenta desafios de todos conhecidos e que merecerão o melhor do nosso esforço, começa este ano já a registar alguns indicadores mais positivos, nomeadamente ao nível do aumento do valor de comercialização dos produtos lácteos para fora da Região, que retomou o crescimento de três por cento, depois de ter regredido no ano passado.

 

A continuação da evolução positiva deste conjunto de indicadores permitirá, na prática, consolidar o aumento do rendimento disponível das famílias, crescimento do emprego, redução do desemprego e incremento do Produto Interno Bruto da nossa Região.

 

Nesse sentido, as perspetivas de evolução macroeconómica para este ano são ainda mais positivas se associarmos estes indicadores ao clima de confiança das empresas açorianas que registamos.

 

Só nos últimos 12 meses, e de acordo com dados recentes, foram criadas 443 novas empresas nos Açores e já apresentados 558 novos projetos de investimento privado no âmbito do Sistema de Incentivos Competir+, que vão representar mais 260 milhões de euros de investimento empresarial.

 

Essa confiança é, aliás, plasmada nas respostas dos empresários ao último inquérito da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, que confirmam um aumento generalizado do volume de negócios dos seus associados e perspetivas de um novo crescimento este ano.

 

Essa confiança começa a ser cada vez mais sentida, também, pelas empresas e investidores externos à nossa Região, que têm, nos últimos meses, demonstrado um conjunto vasto de intenções de investimento empresarial na Região, num conjunto diversificado de áreas, que, estou em crer, permitirá, a breve prazo, potenciar um significativo fluxo de capitais externos que permitirão alavancar ainda mais o crescimento do investimento privado, a dinamização económica e o crescimento do emprego na nossa Região.

 

Mas, face a estes resultados positivos, a principal mensagem que hoje quer partilhar aqui convosco é uma mensagem de inconformismo, de ambição e de exigência.

 

Estes resultados são importantes.

 

Mas, mais importante, é o inconformismo de querermos fazer mais e cada vez melhor.

 

Estes resultados são positivos.

 

Mas também é positiva a ambição de querermos ter sempre as melhores respostas, as melhores soluções e os melhores resultados para os desafios que o presente e o futuro nos reservam.

 

Estes resultados são motivadores, é certo.

 

Mas mais motivadora é a exigência que temos para connosco próprios – e todos devem ter – de, em conjunto com os empresários e com os trabalhadores, em conjunto com as suas entidades representativas, em conjunto com os parceiros sociais, definirmos e implementarmos as políticas concretas que potenciem e amplifiquem a capacidade empreendedora e o trabalho dos Açorianos.

 

Produzimos bem, temos agora que apostar cada vez mais na inovação e diversificação - que já começa a ser uma realidade – e temos que saber, cada vez mais, vender cada vez melhor.

 

É também nesse esforço de promoção e aumento da comercialização dos produtos regionais, o Governo dos Açores aqui está, pronto e empenhado na parceria com os nossos empresários e empresas, com o objetivo claro de aumento da rentabilidade, também para quem produz e para quem comercializa.

 

Desde logo, através da criação e implementação da Marca Açores, que, segundo as empresas aderentes, já contribuiu para o crescimento médio do volume de vendas das mais de 100 empresas aderentes.

 

Por outro lado, apoiando e promovendo, cada vez mais, o potencial exportador das empresas regionais.

 

Inserida na estratégia de incremento de exportações de produtos e serviços regionais desenvolvida pelo Governo dos Açores, esta estratégia e esta aposta contempla múltiplas iniciativas e diversos apoios às empresas.

 

É mais um contributo que tem tido resultados concretos no sentido de promover a notoriedade externa da Região e, em particular, a das empresas e produtos Marca Açores.

 

Foi neste contexto de parceria e empenho com as empresas e os trabalhadores que, em conjunto, conseguimos aproveitar as oportunidades e transformar as dificuldades em novos desafios.

 

Destaco, também, o facto de o Sistema de Incentivos que desenhamos e que se encontra em vigor – COMPETIR+, e que desenhamos em parceria com as instituições representativas do empresariado, desde logo, estar efetivamente a promover e a incentivar o aparecimento destas novas empresas, a promover e a incentivar o investimento na Região, cumprindo o papel para que foi criado.

 

Designadamente, o surgimento de muitos projetos destinados ao alargamento da nossa base económica de exportação, beneficiando do incentivo às atividades relacionadas com bens e serviços transacionáveis e à substituição das importações.

Destaco também o elevado número de candidaturas destinadas ao apoio aos jovens empreendedores.

 

Contudo, e mais uma vez, queremos e podemos todos fazer mais, conseguir mais, cumprindo a ambição de um desenvolvimento cada vez mais harmonioso, coeso, sustentado e sustentável para os Açores.

 

Devemos estar atentos e ter o cuidado de proceder a uma avaliação constante, de forma a continuarmos a melhorar ainda mais nos mais variados domínios.

 

O Governo dos Açores está e continuará a estar empenhado na criação de um ambiente estimulante à eficiência empresarial, disponibilizando um vasto conjunto de instrumentos que contribuam para fomentar a competitividade das empresas, por forma a fomentar e impulsionar o desenvolvimento sustentável a médio e longo prazo.

 

Contando, sempre, com a colaboração dos nossos parceiros, nos quais se incluem as empresas e as associações empresariais, na consciência das dificuldades e dos desafios, mas com a esperança renovada pelo trajeto já feito e com a confiança resultante dos resultados entretanto alcançados.

 

As minhas maiores felicitações à Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, a todos aqueles que nesta Feira Lar, Campo e Mar dão exatamente sinal forte dessa esperança e dessa confiança.

 

E termino desejando a todos os maiores sucessos, os melhores negócios e, também a todos aqueles que nos visitam por ocasião destas Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, umas boas Festas, que aproveitem e que usufruam do muito que a nossa Região tem para oferecer.

 

Muito obrigado a todos e as maiores felicidades!”

GaCS/PGR
 
Anexos:  
2017.05.19-PGR-FeiraLarCampoMar.mp3  
 
     
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