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Discurso do secretário regional da Habitação e Equipamentos no lançamento do livro "Sismo 1998 – Açores, Uma Década Depois"

 

Há 10 anos por esta hora o senhor presidente e alguns membros do Governo, incluindo eu, estávamos já no Faial a acompanhar muitos sinistrados e a avaliar a situação aflitiva junto das pessoas que tinham perdido as suas casas, haveres e felizmente em poucos casos a sua própria vida.

Foi assim desde o primeiro governo presidido por Carlos César, estar próximo das pessoas nas horas difíceis e também nas horas felizes quando cumprimos um compromisso ou quando realizamos uma aspiração do povo açoriano, mesmo para além dos nossos programas eleitorais. É assim que gostamos dos Açores, fazendo e querendo fazer sempre mais do que o possível, porque para nós o futuro dos Açores não se confina às realizações do presente.

Esta grande obra humanizada, para mais de três mil famílias, que conseguimos executar com sucesso, no Faial, no Pico e também em alguns casos na ilha de S. Jorge, foi possível pelo planeamento rigoroso e pelo sentido social com que tratámos este processo, mais do que pelos 277 milhões de euros que investimos em habitação, infraestruturas e equipamentos colectivos, sendo que 210 milhões foram exclusivamente do orçamento da nossa Região.

Conseguimos ultrapassar muitas dificuldades e más vontades internas e externas, políticas e financeiras, mas hoje, todos sabemos e reconhecemos que o grande reforço estrutural do parque habitacional recuperado ou construído garante segurança anti-sísmica, renovada salubridade e uma nova gestão espacial do edificado. Sempre fomos claros na estratégia que assumimos para este processo. Neste caso, perseguimos incessantemente o conceito de segurança, o cumprimento de uma legislação muito extensiva e a permanente disponibilidades de grandes recursos e meios financeiros da Região.

Reconhecemos, por isso, a necessidade de uma intervenção estrutural profunda baseada na execução de projectos como instrumento de excelência. Muito mais superficial foi lançar desde a primeira hora o pessimismo radical, e a crítica fácil nas fases sucessivamente ultrapassadas.

Aliás, as pessoas sabem que nem nos países ricos, quando há calamidades, o nível de ajuda se compara com aquele que praticámos no processo de reconstrução.

Mais do que tempo de balanço é tempo de afirmar o futuro com segurança. O Seminário Internacional que agora se inicia é um momento privilegiado para a comunidade científica poder debruçar-se sobre os múltiplos aspectos técnicos que integraram a reconstrução que delineámos e executámos. Podemos afirmá-lo, que carreámos para a nossa estratégia de actuação, princípios e indicações técnicas construtivas e novas formas de intervenção que adoptámos sem tibiezas, o que não é comum em situações semelhantes com outros governos em muitas partes do mundo.

Tivemos que assumir esta postura em muitas outras calamidades que nos afectaram e que implicaram investimentos superiores a 500 milhões de euros. Sem nunca desanimar a todas elas demos resposta, com betão, é certo, ao serviço dos açorianos e, sobretudo com coração no centro e na hora da decisão.

Os Açores e o Faial atravessaram neste período uma verdadeira mudança fundada na nossa capacidade de reconstruir o que ruiu, o que tinha sido mal construído mas também aquilo que de novo construímos. Nesta ilha, avançámos e investimos em muitos projectos, para além da reconstrução do sismo: rede viária regional, abastecimento de água à lavoura, nova fábrica de lacticínios, nova escola secundária, biblioteca pública, casa Walter Bensaúde, enfermaria de retaguarda da Santa Casa, escola profissional, ampliação da marina e do museu da Horta, requalificação da zona do Monte da Guia incluindo a antiga Fábrica da Baleia, construção de casas de aprestos no porto da Horta, nova Ecoteca nas instalações do castelo de S. Sebastião, Centro de Visitantes no Jardim Botânico do Faial, consolidação do farol do Capelo e novo Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, e agora, o Governo Regional já decidiu construir um novo complexo desportivo da Horta, apoiaremos o novo campo de Golfe da ilha do Faial, a obra do Departamento de Oceanografia e Pescas, e em breve lançaremos a obra de reordenamento do porto da Horta.

O Faial está deste modo a acompanhar o desenvolvimento regional neste ciclo de ouro da autonomia. Sim, ciclo ou trajectória de mudança em que estabilizámos financeiramente a Região, edificámos uma rede social de apoio que dá coesão à nossa sociedade, promovemos e incentivámos investimento privado retirando o governo do mundo e do espaço natural das empresas, demos um enorme passo nas acessibilidades terrestres, marítimas e aéreas, nas comunicações e na sustentabilidade ambiental, reformámos os nossos sectores tradicionais da economia dando-lhes oportunidade de maior rendimento e produtividade, somos agora uma Região que recebe imigrantes e onde os que procuram outras paragens diminuíram, numa palavra devolvemos a esperança e a confiança aos açorianos para que não só continuem a amar a sua terra, como tenham um espírito e uma postura de maior empreendedorismo, como horizonte de viabilidade do nosso futuro colectivo.

Por isso, é tempo de uma nova fase e dos empresários locais apostarem também nas suas ilhas e nas suas inúmeras potencialidades. Não é suficiente o investimento do Governo, é preciso que todos se mobilizem em torno do investimento público e que contribuam para a qualificação permanente das suas comunidades. As novas acessibilidades terrestres, aéreas e marítimas que os governos presididos por Carlos César criaram, exigem melhor qualidade dos serviços prestados pelas empresas, por exemplo, aos que visitam as nossas ilhas.

Temos que cativar pela excelência dos projectos e pela qualidade da sua execução. Esta é uma tarefa que viabiliza o nosso futuro colectivo.

Na passagem do 10º ano após o sismo de 9 de Julho de 1998, projectamos o futuro em segurança e com fundada confiança porque acreditamos que os novos rumos que estamos a seguir representam mais investimento, emprego e qualificação social factores decisivos na clivagem com a pobreza e no aprofundar constante na mudança que queremos para os Açores.

GaCS/FA/SRHE

 
 
 
 


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