O secretário regional da Habitação e Equipamento justificou a forte aposta dos governos de Carlos César no sector das estradas com a necessidade de ultrapassar as dificuldades ao desenvolvimento resultantes da "má herança" recebida das administrações anteriores.
Recebemos, "há 11 anos, estradas regionais com terra, asfalto em cima de paralelepípedos, estradas que não ofereciam as mínimas condições de drenagem, transitabilidade e segurança aos condutores", afirmou José Contente na assinatura do contrato visando a reabilitação do troço da Estrada Regional 3-1ª, entre a Pranchinha e o Grilo, na periferia de Ponta Delgada.
O acordo celebrado numa cerimónia entre a Direcção Regional das Obras Públicas e Transportes Terrestres e as empresas Somague/Engenharia, SA., Somague/Ediçor Engenharia SA., e José do Couto Lda, está orçada em 1, 5 milhões de euros e tem um prazo de execução de quatro meses.
Ao referir os resultados da aposta decisiva do Governo na área das estradas, o secretário da Habitação e Equipamentos indicou que, de 1996 até ao final da legislatura que termina em Outubro, estarão reabilitadas, em todas as ilhas, vias com uma extensão total de mil quilómetros, 200 dos quais em S. Miguel.
Face ao esforço do Governo, a rede viária da Região é vista hoje como uma rede viária moderna ao nível de pavimentos, sinalização, redes de drenagem e também de novas vias, afirmou, lembrando que, há 11 anos, São Miguel, com cerca de 450 quilómetros de estradas, tinha uma rede viária paupérrima, incompatível, já na altura, com as exigências das pessoas e para o desenvolvimento da ilha.
José Contente reconheceu, no entanto, que é necessário continuar a investir na melhoria das acessibilidades, nomeadamente nas ilhas de São Miguel e Flores, uma vez que as estradas constituem um factor fundamental e determinante para a modernidade de cada uma das ilhas e um cartão de visita, de Santa Maria ao Corvo.
Garantiu, também, que o Governo Regional está atento e concentrado no planeamento do futuro, que tem de ser obrigatoriamente de manutenção de todas as infra-estruturas rodoviárias, tendo em conta que os fundos comunitários que têm servido para impulsionar a reforma da rede viária em curso podem diminuir.
Esta é também a razão por que o Executivo tem apostado em adequar os pavimentos e as novas construções às exigências de modernidade mas também de resistência estrutural, nomeadamente, ao aumento constante do número de viaturas e do transporte de cargas, de forma a evitar ter de refazer toda esta reforma, explicou.
GaCS/AP/CP