A secretária regional do Ambiente e do Mar assegurou hoje, na Horta, que a gestão de resíduos preconizada pelo Governo para o Pico vai “resolver o problema dos lixos naquela ilha por uma década”.
A informação foi avançada por Ana Paula Marques à margem da reunião que manteve esta manhã com representantes dos três municípios do Pico para apresentação do projecto de valorização dos resíduos na ilha-montanha.
Segundo explicou a secretária regional, o ecocentro a construir no Pico terá várias valências e visa resolver “todos os problemas que existem de tratamento e valorização de resíduos naquela ilha” do Grupo Central.
Lembrou que o Pico já possui um aterro sanitário, “devidamente licenciado e operacional”, faltando criar “um centro de triagem e uma central de valorização orgânica por compostagem, com o respectivo tratamento de águas residuais”.
“É isso que vamos agora fazer”, disse Ana Paula Marques, adiantando que a construção do novo equipamento, que ficará implantado no concelho da Madalena, “será colocada a concurso público a breve trecho”.
Para a secretária regional do Ambiente e do Mar, os vazadouros são, infelizmente, ainda necessários por falta de solução local para algumas tipologias de lixos mas essa é uma imagem que vai acabar, em definitivo, na ilha do Pico.
Além do mais, acrescentou a governante, o Pico tem a particularidade de possuir 34% da sua área protegida e de ter a maior área de Rede Natural na Região, o que contribui para valorizar ainda mais o seu “forte potencial para o desenvolvimento do turismo de natureza”.
Revelou, ainda, que duas das nove ilhas açorianas ficarão com sistemas privados de gestão de resíduos, tendo o Governo assumido a responsabilidade de construir ecocentros nas ilhas onde os municípios revelassem maiores dificuldades na construção das infra-estruturas necessárias.
No caso das Flores e da Graciosa, decorre presentemente o concurso para a construção dos ecocentros nas duas ilhas, num investimento que deverá ultrapassar os oito milhões de euros.