O secretário regional da Educação e Ciência (SREC) recusou, hoje, qualquer fundamento a afirmações de perseguição administrativa e política ao professor Paulo Estêvão, presidente do Partido Popular Monárquico (PPM) nos Açores.
Em declarações aos jornalistas, Álamo Meneses rejeitou “categoricamente” o teor das acusações dirigidas por aquele dirigente partidário ao departamento que chefia, recusando, também, a existência de qualquer tentativa de afastamento do Corvo do docente com vista ao impedimento da sua candidatura a deputado pelo círculo da ilha.
O secretário sublinhou que o docente em causa deixou de ser presidente do Conselho Executivo Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira do Corvo por sua livre escolha, tendo decidido, igualmente em liberdade, concorrer a uma colocação na Horta, Faial.
“É uma pena que se tente misturar aquilo que é uma gestão não partidária – uma gestão executiva – com questões de política partidária. Nas nossas escolas, e na Secretaria da Educação, estão pessoas oriundas de todos os partidos e não há problemas com nenhuma delas”, considerou.
Lamentando a situação, o secretário da Educação garantiu que “nunca houve, e com certeza que nunca haverá, qualquer forma de pressão política sobre esse senhor”.
“Agora, nos termos da lei, o que ele tem de fazer é tomar posse no lugar da escola em que foi colocado e trabalhar enquanto professor”, disse, acrescentando que terá de “cumprir as regras da sua profissão e separar a escola da vida partidária”.
Álamo Meneses afirmou ser igualmente “lamentável” o facto de Paulo Estêvão “continuar a persistir na utilização da sua passagem por uma escola na ilha do Corvo para, de alguma maneira, tentar criar um sentimento de piedade do qual ele não é merecedor”.