O director regional do Apoio à Coesão Económica afirmou hoje que, nos últimos anos, os Açores se têm aproximado das médias comunitária e nacional em matéria de produto “per capita”, sublinhando que também tem vindo a aumentar a taxa de actividade nas ilhas, devido, principalmente, a uma maior participação da população jovem feminina no mercado de trabalho.
Arnaldo Machado falava em Ponta Delgada sobre “Insularidade e Desenvolvimento”, num painel integrado no I Congresso de Geografia dos Açores e XXII Encontro Nacional de Professores de Geografia.
O director regional referiu, por outro lado, que a geografia apresenta-se, no arquipélago, como uma realidade incontornável que influencia positiva e negativamente o desenvolvimento local.
Em matéria de aspectos geográficos positivos, defendeu que decorrem de características diferenciadoras que conferem aos Açores vantagens comparativas que importa aproveitar e transformar em vantagens competitivas, como tem vindo a acontecer.
Para Arnaldo Machado, a natureza, o património natural, a dimensão ambiental e os recursos naturais constituem alguns dos seus pontos fortes geradores de oportunidades.
Relativamente às políticas económicas, admitiu que têm sido referenciados alguns sectores de carácter estratégico, como sejam o turismo, o mar, os transportes, a agro-indústria, as pescas, as energias renováveis e o tratamento de resíduos.
Todas estas áreas abrem novas perspectivas para o desenvolvimento económico dos Açores, constituindo o mar uma fonte importante de riqueza que pode contribuir decisivamente para a prosperidade da Região, considerou.
Sustentou, também, que a estratégia de desenvolvimento prosseguida nos Açores assenta, principalmente, na modernização das actividades tradicionais, no apoio a sectores que têm conhecido um crescimento assinalável e em que se dispõe de vantagens comparativas, como é o caso do turismo, e no desenvolvimento de sectores emergentes, resultantes das transformações e alterações do perfil produtivo regional.