O Governo Regional regista, com muita satisfação, a realização, nos Açores, da reunião do comité operacional do Programa Massachusetts Institute of Tecnology-Portugal, já que se trata de uma iniciativa de grande importância e alcance estratégico para a Região.
Quem o disse foi o presidente do Governo, após uma audiência que concedeu a Paulo Ferrão e Stephen Connors, directores do Programa MIT- Portugal, para uma reflexão sobre os contornos do projecto, o qual visa, numa das suas componentes – intitulada “Green Island” – implementar o recurso a energias sustentáveis nos Açores.
Como precisou Carlos César, o objectivo último é o de alcançar a total autonomia energética da ilha de S. Miguel, através do recurso a energias renováveis e a recursos endógenos da ilha, bem como o de aumentar, na ilha das Flores, a utilização dessas fontes energéticas.
Recordando que foram já dados passos significativos na garantia de financiamentos e na preparação de parcerias que confiram sustentabilidade à iniciativa, o presidente do Governo disse que “a nossa ambição é a de, no quadro deste projecto, termos um recurso pleno a essas fontes renováveis no sistema eléctrico da Região”.
Disse Carlos César que, representando o sistema eléctrico mais de 40 por cento das energias primárias consumidas nos Açores – a que se juntam cerca de 34 por cento utilizados no sistema rodoviário – “nós concentramos muito as nossas preocupações no âmbito da contribuição das energias renováveis no sector da energia eléctrica e temos assente que por essa via podemos ter uma contribuição maior”.
Por isso, acrescentou que o Governo acarinha, de forma especial, este projecto do MIT-Portugal, quer desenvolvendo esforços no sentido de ajudar as entidades envolvidas, quer ancorando a iniciativa, quer ainda, entre outras formas de cooperação, estimulando e atraindo investidores privados e núcleos científicos.
“Nós temos instituições na nossa região que estão directamente ligadas a projectos desta natureza, como a Empresa de Electricidade dos Açores e, obviamente, a Universidade dos Açores” (…) pelo que “em ambos os casos, podemos também ajudar aquela empresa e a instituição universitária a inserirem-se – como é indispensável – na realização plena deste projecto”, realçou o presidente do Governo.