Instalações
O Museu das Flores é uma instituição polinucleada, tutelada pela Direcção Regional da Cultura, composta pela Casa Pimentel de Mesquita, Fábrica da Baleia e Convento de São Boaventura, onde tem a sua sede.
A Fábrica da Baleia do Boqueirão é mandada construir pelo industrial lisboeta Francisco Marcelino dos Reis, representado localmente por José Jacinto Mendonça Flores, para o aproveitamento do óleo de baleia. Os primeiros trabalhos começaram em Outubro de 1941 e a laboração iniciou-se no verão de 1944.
A Casa Pimentel de Mesquita é uma moradia mandada erigir, presumivelmente por volta de meados do séc. XVII, pela família Pimentel de Mesquita que a conservou em seu poder até aos finais do séc. XIX. Lá nasceu o benemérito António Vicente Peixoto Pimentel.
No início da década de oitenta do séc. XX este imóvel foi adquirido pela então Direcção Regional dos Assuntos Culturais para instalar o Museu das Flores, que começou a receber os primeiros visitantes no fim do ano de 1986. A casa está dividida em vários compartimentos mobilados com peças recolhidas nas Flores, na sua maioria dos séculos XVIII e XIX, em boa parte feitas em madeira de cedro, vinhático e mogno.
O Convento e a igreja de São Boaventura têm a sua origem numa escritura de doação do padre Inácio Coelho, datada de 1641. Os Franciscanos aí permaneceram até ao advento do liberalismo. António Vicente Peixoto Pimentel comprou o convento, em 1873, para doá-lo à Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz das Flores, com o fim de nele serem instalados um hospital e asilo industrial de infância desvalida. O edifício manteve essas funções até aos finais dos anos sessenta do último século. Nessa altura foi adaptado a escola, e, no ano de 1993, depois de sofrer obras de restauro, reabriu ao serviço do Museu das Flores.