São Roque do Pico 18 de Novembro de 2017
Marinha Portuguesa foi fundamental para a motorização da "Espalamaca", afirma Avelino Meneses
 

O Secretário Regional da Educação e Cultura destacou hoje, em S. Roque do Pico, a colaboração “fundamental” da Marinha Portuguesa na motorização da lancha ‘Espalamaca’, que está a ser recuperada nos Estaleiros Navais de Santo Amaro.

 

Avelino Meneses, que falava na cerimónia de assinatura do auto de entrega pela Autoridade Marítima Nacional do casco e motores da embarcação ‘Sota-Patrão António Crista’, salientou que esta colaboração permite, por um lado, que os motores sejam colocados na ‘Espalamaca’ e, por outro, que o casco metálico seja utilizado no âmbito das atividades pedagógicas da futura Escola do Mar, na ilha do Faial.

 

O Secretário Regional referiu que, inicialmente, a recuperação daquela lancha visava a sua exposição no Porto Velho da Madalena, como bem museológico “capaz de contribuir para a preservação de memória das antigas travessias do Canal”, acrescentando que, com o evoluir deste processo, o Governo dos Açores admitiu a motorização da ‘Espalamaca’ à responsabilidade da Associação de Amigos do Canal, numa demonstração de que “governar é também ouvir para melhor entender e decidir”.

 

Avelino Meneses considerou que a realização desta cerimónia nos Açores “cai bem”, porque, “mais do que marítimo, Portugal é um país arquipelágico”.

 

“Apesar da extensão da costa continental, o mar português de hoje é, sobretudo, o mar das ilhas, principalmente dos Açores, por ser aquele que há-de permitir o alargamento da nossa jurisdição e o acréscimo da nossa esperança”, frisou.

 

Para Avelino Meneses, o mar, “muito mais do que um instrumento, terá de ser o destino de Portugal” no futuro, devendo constituir “a essência” da política externa portuguesa, por ser “o único espaço nacional ainda rico e relativamente inexplorado”.

 

Nesse sentido, afirmou que “nos negócios do mar” é já tempo de passar da “etapa do debate” à fase da “concretização” traduzida na “obtenção de resultados”, frisando que, em todo este processo, os Açores “não podem jamais ficar de fora”.

 
 
GaCS/PB
 
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