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Governo dos Açores assinala o Dia Mundial das Zonas Húmidas


Em 2021, o Dia Mundial das Zonas Húmidas destaca a crise de água que ameaça as pessoas e o nosso planeta. A conservação das Zonas Húmidas é crucial para, não só assegurar o equilíbrio e a viabilidade dos ecossistemas, mas também para fazer face às alterações climáticas, especialmente tendo em conta que a utilização de água é muito superior à capacidade da sua reposição pela natureza, facto que conduz à destruição destes ecossistemas únicos, complexos e fundamentais para assegurar serviços naturais essenciais à vida – as zonas húmidas.

Neste sentido, a Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, através da Direção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, promove em várias ilhas do Arquipélago, no decorrer desta semana, diversas atividades de sensibilização e educação ambiental, integradas nas comemorações do Dia Mundial das Zonas Húmidas.

Estas ações, dinamizadas pelos Serviços Educativos dos Parques Naturais, consistem na sua maioria em saídas de campo para observação in loco das particularidades destes locais e em sessões de sensibilização sobre a temática junto do público escolar, destacando sempre a importância destas áreas ricas em água para o equilíbrio dos ecossistemas.

No âmbito desta efeméride, foi também elaborado um vídeo informativo sobre as funções das zonas húmidas, onde se particularizam algumas especificidades açorianas.

A Direção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas irá também participar nas comemorações nacionais, através de uma das palestrantes no webinar “água, zonas húmidas e água”, que irá decorrer ao longo do dia 2 de fevereiro, com organização do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

O Dia Mundial das Zonas Húmidas advém da Convenção sobre Zonas Húmidas, conhecida como Convenção de Ramsar por ter sido adotada a 2 de fevereiro de 1971 na cidade iraniana de Ramsar.

Esta convenção visa promover a cooperação internacional e incentivar a conservação e o uso sustentável das zonas húmidas, uma vez que estes são os ecossistemas mais ricos e produtivos do mundo em termos de diversidade biológica, onde a água é o elemento estruturante, sendo fundamental a sua proteção e gestão adequada, por serem locais muito sensíveis.

Portugal homologou esta Convenção em 1980 e tem 31 Zonas Húmidas de Importância Internacional classificadas ao abrigo deste tratado (sítios Ramsar), incluindo as que se localizam no arquipélago dos Açores.

Na Região, as zonas húmidas, para além de serem a essência de parte significativa dos 'ex-líbris' paisagísticos das ilhas e, portanto, fundamentais no panorama turístico regional, estão também associadas a relevantes processos naturais relacionados com a retenção de recursos hídricos e a prevenção de cheias e derrocadas, pelo que se considera de grande relevância o envolvimento das populações locais na conservação destes habitats.

Nos Açores estão oficialmente designadas 13 Zonas Húmidas de Importância Internacional pela Convenção Ramsar, nomeadamente o Caldeirão do Corvo, Planalto Central das Flores (Morro Alto), Caldeira do Faial, Planalto Central do Pico (Achada), Planalto Central de São Jorge (Pico da Esperança), Fajãs das Lagoas de Santo Cristo e dos Cubres de São Jorge, Caldeira da Graciosa (Furna do Enxofre), Planalto Central da Terceira (Furnas do Enxofre e Algar do Carvão), Paul da Praia da Vitória, Complexo Vulcânico das Furnas, Complexo Vulcânico das Sete Cidades, Complexo Vulcânico do Fogo e Ilhéus das Formigas e Recife Dollabarat, totalizando uma área de aproximadamente 13 mil hectares.

Todos estes sítios, à exceção do Paul da Praia da Vitória, encontram-se inseridos na Rede de Áreas Protegidas dos Açores e são geridos pela Direção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, através dos Parques Naturais de Ilha e da Direção de Serviços da Conservação da Natureza e Sensibilização Ambiental.

Nos Açores, estão em curso diversos projetos de Conservação da Natureza do programa europeu LIFE, que têm como atuação a salvaguarda das zonas húmidas da Região, nomeadamente: LIFE VIDALIA, LIFE IP AZORES NATURA, LIFE BEETLES e LIFE IP CLIMAZ.

Foto: PHSilva // siaram.azores.gov.pt


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